Hoje, 11 de novembro, às 14h30, inicia-se a Copa do Mundo, que em sua edição de 2026 contará com a participação de três países-sede: México, Estados Unidos e Canadá.
A atual edição promete ser histórica, já que apresenta um número inédito de seleções competindo – 48 ao total, um aumento em relação às 32 anteriores. O objetivo é tornar a Copa de 2026 “a maior e mais inclusiva já realizada”.
O jogo inaugural será uma repetição do embate entre México e África do Sul, um duelo que também deu início à Copa de 2010. Essa marca é significativa, pois é a primeira vez que um mesmo confronto abre o torneio desde que a competição adotou o formato com uma partida inaugural ao invés de várias partidas simultâneas.
Adicionalmente, o Estádio Azteca fará história ao ser o primeiro a sediar três partidas de abertura da Copa do Mundo (1970, 1986 e agora em 2026).
Cerimônia de abertura
Para a cerimônia inaugural, a FIFA programou um evento especial com contagem regressiva que ocorrerá simultaneamente em três cidades: Cidade do México, Toronto e Los Angeles.
Os Countdown Concerts foram planejados para proporcionar uma experiência integrada entre os países sede, com performances musicais sincronizadas e transmissões interligadas. Artistas locais e internacionais compartilharão o palco no dia anterior ao início do torneio.
Artistas
Entre os artistas que se apresentarão durante a cerimônia no Estádio Azteca estão nomes como Shakira, Burna Boy, Alejandro Fernández, Belinda, Danny Ocean, J Balvin, Lila Downs, Los Ángeles Azules, Maná e Tyla.
Na cerimônia em Los Angeles, nos Estados Unidos, estarão presentes artistas como Katy Perry, Future, Lisa e Rema, junto com a brasileira Anitta.
Já no Canadá, os destaques incluem Alanis Morissette, Alessia Cara, Elyanna, Jessie Reyez, Michael Bublé, Nora Fatehi, Sanjoy, Vegedream e William Prince.
Polêmicas
Antes mesmo do início da competição, a Copa de 2026 já gerou diversas controvérsias relacionadas às políticas internas e externas dos Estados Unidos.
No contexto da guerra contra o Irã, as autoridades americanas implementaram políticas migratórias rigorosas que dificultam a concessão de vistos. Isso tem impactado diretamente na entrada de jogadores, árbitros e torcedores no país.
Um caso emblemático é o do jogador iraquiano Aymen Hussein. Ele foi mantido por horas na imigração dos EUA e submetido a um interrogatório severo. Reconhecido como um dos destaques da equipe iraquiana, seu celular foi revistado antes que pudesse ser liberado para entrar no país. Outros membros da delegação não conseguiram autorização para entrar.
Além disso, o árbitro somali Omar Artan também teve sua entrada negada ao chegar ao Aeroporto Internacional de Miami vindo de Istambul. As autoridades alegaram “preocupações com antecedentes”, mas não especificaram quais seriam essas preocupações. Esta teria sido sua primeira chance de atuar em uma Copa do Mundo.
A delegação iraniana também enfrentou dificuldades; teve que alterar sua hospedagem após receber a proibição de passar a noite nos Estados Unidos. Inicialmente prevista para ficar no Arizona, agora terá que se alojar em Tijuana, no México. Assim sendo, terão que retornar para lá após cada jogo realizado nos EUA.
Por fim, há relatos de torcedores iranianos cujos ingressos foram cancelados poucos dias antes do início do torneio.
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