No mês de agosto, o índice de endividamento das famílias no Rio Grande do Sul apresentou uma nova alta, alcançando 87,2%, após ter registrado duas quedas seguidas. Em julho, essa taxa era de 86,4%, enquanto em agosto do ano anterior, em 2025, o percentual era de 85,0%.
As informações são oriundas da PEIC-RS (Pesquisa de Endividamento e Inadimplência das Famílias), realizada pela Fecomércio-RS. Apesar do aumento no nível de endividamento, observou-se uma diminuição na quantidade de famílias com contas em atraso, que caiu pelo terceiro mês consecutivo: de 24,1% em julho para 23,5% em agosto.
Entre as famílias que possuem renda de até 10 salários mínimos, a porcentagem com contas atrasadas recuou de 29,8% para 28,5%. Por outro lado, entre aquelas com renda superior a esta faixa, o índice subiu de 4,7% para 6,6%.
Além disso, a proporção de entrevistados que se considera altamente endividada também apresentou uma queda: passou de 15,9% em julho para 15,1% em agosto. No mesmo mês do ano passado, esse número era de 18,0%.
O comprometimento médio da renda familiar com dívidas permaneceu quase inalterado em 29,8%. Entretanto, entre as famílias que continuam inadimplentes, o tempo médio de atraso aumentou significativamente de 31,8 para 32,9 dias.
A porcentagem de famílias que afirmaram não ter condições financeiras para regularizar nenhuma parte das dívidas em atraso também caiu levemente: passou de 1,7% para 1,6%. A Fecomércio-RS sugere que a queda na inadimplência pode estar relacionada aos efeitos do programa Novo Desenrola.
A pesquisa foi realizada em Porto Alegre durante os últimos dez dias do mês de julho e abrange dívidas provenientes da tomada de crédito; não inclui contas referentes a serviços essenciais como água, energia elétrica e telefonia.
