A pesquisa realizada pela Quaest e divulgada nesta quinta-feira (30) revela que Juliana Brizola, representante do PDT (Partido Democrático Trabalhista), e Luciano Zucco, do PL (Partido Liberal), estão em uma situação de empate técnico na corrida pelo governo do Rio Grande do Sul para 2026. Este levantamento é o segundo realizado pelo instituto sobre a disputa pelo Palácio Piratini, sendo que o primeiro ocorreu em abril.
Com uma margem de erro de três pontos percentuais e um nível de confiança de 95%, a pesquisa foi encomendada pelo Banco Genial e conduzida entre os dias 24 e 28 de julho.
O estudo entrevistou 1.104 indivíduos com 16 anos ou mais no estado. O registro da pesquisa está no TSE (Tribunal Superior Eleitoral) sob os códigos BR-01871/2026 e RS-04790/2026.
No cenário em que os candidatos são apresentados aos participantes, Juliana Brizola aparece com 24% das intenções de voto, enquanto Luciano Zucco obtém 22%. Essa diferença se enquadra dentro da margem de erro estipulada.
Gabriel Souza, representando o MDB (Movimento Democrático Brasileiro), contabiliza 6% dos votos, e Marcelo Maranata, do PSDB (Partido da Social Democracia Brasileira), tem apenas 3%.
Cesar Pontes, do PCO (Partido da Causa Operária), e Rejane Oliveira, do PSTU (Partido Socialista dos Trabalhadores Unificado), marcam 1% cada um. Priscila Voigt, da UP (Unidade Popular), não obteve pontuação.
Os votantes indecisos correspondem a 31%, enquanto 12% disseram que optariam por votos em branco, nulos ou que não pretendem votar.
Na modalidade espontânea da pesquisa, onde os nomes dos candidatos não são apresentados, observa-se que 83% dos entrevistados permanecem indecisos.
Nesse contexto, Zucco consegue 8%, enquanto Brizola registra 6%. Gabriel Souza aparece com 1%. Outros nomes também somam 1%, assim como os votos brancos ou nulos.
Empate no segundo turno entre Brizola e Zucco
Em um possível segundo turno entre Juliana Brizola e Luciano Zucco, a candidata do PDT alcança 35%, enquanto o candidato do PL obtém 31%, mantendo assim um empate técnico.
Comparando com a pesquisa anterior de abril, Juliana mantém sua taxa de 35%, ao passo que Zucco subiu de 27% para 31% nas intenções de voto.
A proporção de indecisos caiu de 24% para 21%. Além disso, outros 13% dos entrevistados afirmaram que votariam em branco ou anulariam seu voto.
Em um cenário hipotético onde Brizola enfrenta Gabriel Souza, a candidata do PDT teria 35%, enquanto o candidato do MDB ficaria com 20%. Os indecisos somam agora 26%, com outros 19% indicando intenção de votar em branco ou anular o voto.
No embate entre Zucco e Gabriel Souza, o candidato do PL atinge 32%, contra os mesmos 20% do representante do MDB. A categoria dos indecisos chega a representar 28%, enquanto aqueles que optariam por votos em branco ou nulos somam também 20%.
A maioria pode mudar sua decisão
A pesquisa aponta que a disputa pelo governo estadual permanece indefinida. Entre os entrevistados que já manifestaram uma preferência, impressionantes 62% afirmaram que poderiam alterar sua escolha até as eleições caso novas informações surgissem.
Em contrapartida, apenas 34% consideram sua decisão finalizada. O grupo que não soube responder ou optou por não comentar representa cerca de 4%.
Dentre os eleitores de Zucco, uma maioria de 57% considera seu voto como definitivo; já entre aqueles que escolheram Juliana, esse percentual é menor: apenas 47% afirmam ter tomado uma decisão firme. Para o restante dos eleitores da candidata do PDT, há uma possibilidade maior de mudança nas escolhas.
No caso dos apoiadores de Gabriel Souza, somente 39% consideram sua escolha irrevogável; para Marcelo Maranata as cifras são semelhantes: apenas 41% dizem que a decisão é definitiva.
