Nesta terça-feira (1º), a Justiça decidiu transformar a prisão em flagrante de um homem de 35 anos, investigado por crimes como estupro de vulnerável, sequestro e cárcere privado qualificado, além de resistência, em Passo Fundo, na região Norte do Rio Grande do Sul, em prisão preventiva. Com isso, o acusado deverá permanecer detido no Presídio Regional da cidade.
A decisão foi proferida pelo juiz André Luis Ferreira Coelho durante a audiência de custódia. O magistrado avaliou que haviam provas suficientes para demonstrar tanto a autoria quanto a materialidade dos crimes, baseando-se em depoimentos, reconhecimento do suspeito por testemunhas e evidências coletadas ao longo da investigação.
Além disso, o juiz enfatizou que a manutenção da prisão preventiva é crucial para assegurar a ordem pública, considerando a gravidade das acusações que envolvem uma criança de apenas 10 anos.
Resumo dos eventos conforme relato policial
Segundo o auto de prisão em flagrante, os acontecimentos tiveram início no domingo (30), em Passo Fundo. A investigação revela que o homem abordou uma avó e sua neta, apresentando-se como gerente de um supermercado e alegando que elas haviam esquecido produtos no local.
Ele conseguiu persuadir a avó a acompanhá-lo até o supermercado. Após deixá-la na loja, teria saído com a criança no veículo.
A menina foi levada para uma residência onde ficou sob cárcere privado e foi submetida a abusos sexuais mediante ameaças, conforme apurado pela Polícia Civil. Ela foi resgatada quando pessoas nas proximidades conseguiram arrombar a porta do imóvel.
O suspeito conseguiu fugir inicialmente, mas as buscas duraram aproximadamente 22 horas. O carro utilizado foi rastreado em Marau pelos sistemas de monitoramento, levando as forças de segurança a encontrá-lo e prendê-lo na cidade.
Os registros indicam que ele ainda tentou resistir à abordagem durante sua detenção e tentou escapar novamente.
Atendimento à vítima
A criança foi levada ao Hospital de Clínicas de Passo Fundo para receber cuidados médicos e apoio psicológico.
O juiz ressaltou que a definição sobre qual tribunal será responsável por eventual ação penal ocorrerá somente após a conclusão da investigação e o envio dos autos correspondentes.
