Skip to content
Porto Alegre Hoje
  quinta-feira 25 junho 2026
  • Home
  • Esportes
  • Justiça
  • Notícias
  • Contate-nos
Exclusivo
março 17, 2025Bolsonaro mantém seu nome para a eleição de 2026, mesmo inelegível, e nega que vá deixar o Brasil junho 17, 2026Proposta que extingue a escala 6×1 enfrenta estagnação no Senado janeiro 22, 2026Funcionários da Caixa são investigados por fraudes com empréstimos consignados em Pernambuco janeiro 28, 2025Proprietária do “Desapego Legal” enfrenta quase 100 processos por suspeita de estelionato janeiro 5, 2026Entenda as razões do sucesso do Minha Casa, Minha Vida em 2025 setembro 12, 2024Acusado de Golpe de R$ 100 Mil em Empresários é Preso Durante Operação no Piauí abril 13, 2026Empresário Robson Ouro Preto se filia ao PL e oficializa pré-candidatura a deputado federal fevereiro 17, 2026Influenciadores e convidados movimentam espaço da Seara no Camarote do Galo da Madrugada maio 13, 2026Lula conclui encontro com Trump e se despede da Casa Branca outubro 24, 2024Como Divulgar Notícias na Internet Gratuitamente: Guia Completo para Criadores de Conteúdo e Assessoria de Imprensa
Porto Alegre Hoje
Porto Alegre Hoje
  • Home
  • Esportes
  • Justiça
  • Notícias
  • Contate-nos
Porto Alegre Hoje
  Coluna Janguiê Diniz  MP do Enamed: o elo que faltava na avaliação educacional
Coluna Janguiê Diniz

MP do Enamed: o elo que faltava na avaliação educacional

RedacaoRedacao—junho 25, 20260
FacebookX TwitterPinterestLinkedInTumblrRedditVKWhatsAppEmail

Em artigo, Janguiê Diniz analisa a Medida Provisória nº 1.370/2026 e defende o Enamed como avanço na avaliação da formação médica e no fortalecimento da qualidade do ensino superior

Coluna Janguiê Diniz

Em um ato corajoso e necessário, o presidente da República Luiz Inácio Lula da Silva assinou a Medida Provisória nº 1.370, de 19 de junho de 2026, transformando o Exame Nacional de Avaliação da Formação Médica (Enamed) em requisito obrigatório para o exercício profissional da Medicina no país. Além de inaugurar um novo capítulo no debate sobre a avaliação da educação superior, esta é a primeira vez que uma política originalmente concebida para aferir a qualidade dos cursos de graduação impõe consequências diretas a um dos protagonistas do processo educacional: o estudante.

Em apertada síntese, o texto estabelece que a aprovação no exame passará a ser condição necessária para a inscrição nos Conselhos Regionais de Medicina e, consequentemente, para o exercício legal da profissão. Dessa forma, o Enamed passa a cumprir quatro funções: aferição da qualidade dos cursos; avaliação obrigatória da graduação em Medicina; instrumento de acesso à residência médica; e mecanismo de certificação profissional.

E é neste último ponto que está um dos méritos mais evidentes da MP: ela cria um estímulo concreto para o comprometimento dos estudantes com a avaliação. Desde o extinto Provão, criado no longínquo ano de 1995, um dos principais desafios consiste em assegurar o engajamento dos concluintes. Inúmeros são os casos de instituições tradicionais e nacionalmente reconhecidas que obtiveram conceitos insatisfatórios porque seus alunos optaram por desacreditar a avaliação. Sejam essas instituições públicas, sejam elas privadas.

É sabido que a qualidade de qualquer exame não depende apenas da sua elaboração técnica, mas também do grau de seriedade com que ele é encarado pelos participantes. Quando o resultado não produz consequências acadêmicas, profissionais ou institucionais, é natural que parte dos estudantes não atribua à avaliação a devida importância. Nesse cenário, o resultado final deixa de refletir os conhecimentos e competências desenvolvidos ao longo da formação.

Não por acaso, o setor privado de educação superior defende há muitos anos a inclusão da nota obtida pelo estudante no Exame Nacional de Desempenho dos Estudantes (Enade) em seu histórico escolar. Trata-se de uma medida simples, mas com grande potencial para fortalecer o compromisso dos concluintes com a avaliação.

Contudo, agora está evidenciado que é possível ir além. A adoção do Enamed como instrumento de proficiência vai ampliar exponencialmente o grau de comprometimento do estudante com o exame, e as demais graduações não devem permanecer alheias a esse avanço. Pelo contrário.

Essa discussão ganha ainda mais importância quando se observa a centralidade da avaliação nas políticas públicas educacionais. O Sistema Nacional de Avaliação da Educação Superior (Sinaes) foi concebido para produzir informações capazes de orientar melhorias institucionais, aperfeiçoar cursos e fortalecer a qualidade da oferta. Para que esse objetivo seja alcançado, é indispensável que os resultados reflitam, com a maior fidelidade possível, os conhecimentos absorvidos pelo egresso ao longo da sua trajetória acadêmica.

Isso é importante, inclusive, para que os cursos que efetivamente apresentam problemas de qualidade recebam a atenção necessária dos gestores públicos e sejam objeto de ações voltadas ao seu aprimoramento. É evidente que existem ofertas de baixa qualidade e que resultados insatisfatórios não podem ser atribuídos exclusivamente ao comportamento dos estudantes. Contudo, da forma como o processo avaliativo é conduzido atualmente, essa é uma distinção que está a cada dia mais complicada de ser feita.

Em outra frente, a Medida Provisória também contribui para reafirmar a autonomia e as atribuições exclusivas do Ministério da Educação nas questões relativas à oferta, à regulação e à avaliação da educação superior. São competências legalmente atribuídas ao órgão que, com frequência, tentam ser usurpadas por quem almeja extrapolar suas funções constitucionais para atuar em causa própria. A proposta de criação do Profimed (Exame Nacional de Proficiência em Medicina) é um claro exemplo de como instituições oportunistas e desconectadas do interesse público têm atuado no país.

E aqui cabe um adendo: o setor privado de educação superior não pactua com nenhuma medida nesse sentido. Pelo contrário, não se furta da responsabilidade de contribuir incansavelmente para o fortalecimento do órgão. A defesa da autonomia do MEC não decorre de conveniência circunstancial, mas da convicção de que políticas educacionais consistentes exigem coordenação estatal, previsibilidade regulatória e respeito às competências legalmente estabelecidas.

A experiência inaugurada pelo Enamed certamente suscitará debates legítimos sobre limites, competências e modelos avaliativos. Ela também oferece uma oportunidade valiosa para avançarmos em uma discussão que há muito tempo precisa ser enfrentada: como garantir que os estudantes reconheçam a importância das avaliações e participem delas com o mesmo comprometimento que a sociedade espera dos profissionais que em breve estarão no mercado de trabalho.

Ao que tudo indica, a resposta passa pela exigência de aprovação no exame governamental como requisito para o exercício profissional. Independentemente das discussões que essa medida ainda suscitará, o fundamental é que o país aproveite este momento para fortalecer a cultura da avaliação e reafirmar que qualidade acadêmica, responsabilidade profissional e compromisso com a aprendizagem são valores inseparáveis e inegociáveis.

*Diretor-presidente da Associação Brasileira de Mantenedoras de Ensino Superior (ABMES); secretário-executivo do Brasil Educação – Fórum Brasileiro da Educação Particular; fundador, controlador e presidente do conselho de administração do grupo Ser Educacional; presidente do Instituto Êxito de Empreendedorismo, da JD Business Academy e da Mentor Capital Group.

ABMESavaliação educacionalEducação SuperiorEnadeEnamedensino médicoformação médicaJanguiê DinizLulaMECmedicinaMedida Provisória 1.370/2026Políticas Públicasqualidade do ensinoregulação educacionalSinaes
FacebookX TwitterPinterestLinkedInTumblrRedditVKWhatsAppEmail

Redacao

Caiado diz que Raquel não pode ser cobrada por apoio e defende neutralidade da governadora em Pernambuco

Novidades

  • MP do Enamed: o elo que faltava na avaliação educacional
  • Caiado diz que Raquel não pode ser cobrada por apoio e defende neutralidade da governadora em Pernambuco
  • Brasil goleia a Escócia, garante liderança do Grupo C e avança invicto na Copa do Mundo
  • Casal é preso preventivamente por tortura após o falecimento de criança em Canela
  • Investigação aberta após gari ser atropelado em pausa para o lanche em Porto Alegre

    #Tags

    Redes SociaisRio Grande do SulCotidianoPORTO ALEGREAgora no TempoEconomiaPlantão RSpolíticaprevisão do tempoculturaBrasil e MundoAgriculturaRegião MetropolitanaValesAlerta meteorológicoRegião Norte do RSRegião CentralSerra gaúchaLitoral NorteChuvas no RS
    Porto Alegre Hoje. © 2025