Meus amigos, é importante lembrar que o cinema vai além de grandes obras. Às vezes, enfrentamos produções menos inspiradoras antes de encontrar algo realmente bom. E aqui vai uma dica: este filme não é ofensivo. Estamos pensando em criar uma nova categoria? A de “filmes para esquecer os problemas”? Essas produções que não exigem muito do nosso intelecto e, no final, proporcionam um certo divertimento. Portanto, prepare seu café e acomode-se no sofá enquanto discutimos “Segredo Obscuro” (Paris Filmes).
Logo nas primeiras cenas, parece que estamos prestes a assistir a um suspense de alta intensidade ou um filme de terror. Contudo, assim que o título surge na tela, somos apresentados a um checklist repleto de clichês: 1) um futuro distópico com dispositivos tecnológicos semelhantes aos smartphones e táxis autônomos. 2) A protagonista tem uma aparência propositalmente desleixada para transmitir uma imagem de “feiúra”, mesmo sendo realmente bonita. 3) Uma seleção de atrizes onde todas seguem o mesmo padrão, com a protagonista se destacando por ser diferente. Poderia listar mais exemplos, mas creio que você já entendeu a proposta do filme.
E falando em clichês, a escolha do título também contribui para essa estereotipagem. O nome original, “Shell”, se alinha muito melhor com a narrativa apresentada. No entanto, esta é uma obra que desde seu início nos convida a desligar da realidade. O espectador pode até esperar um suspense marcante ao ver a cena inicial, mas logo percebe que a intenção é outra e se deixa levar pela trama.
A história é bastante direta e remete a “Mulher Gato” (sim, o da Warner Bros., de 2004): uma influente CEO do setor de beleza promete tratamentos que garantem juventude e aparência impecável. Em contrapartida, nossa protagonista enfrenta uma pressão social para atender aos padrões estabelecidos e acaba cedendo ao tratamento. O resultado? Tudo começa bem até que eventos estranhos começam a acontecer.
Este é o tipo de filme ideal para aqueles momentos em que queremos escapar dos desafios do dia a dia. É aquele clima perfeito para se acomodar no sofá – aproveitando o frio com uma cobertinha – comer pipoca e se distrair com as desventuras alheias. Afinal, convenhamos, o tratamento estético prometido lembra muito a transformação da Mia Thermopolis em “O Diário da Princesa” (Disney, 2001): trocar os óculos, aplicar maquiagem e cuidar dos cabelos são as mudanças básicas.
É possível identificar uma crítica sutil – como ocorre em diversas produções com temas semelhantes – sobre os padrões de beleza quase impossíveis impostos pela sociedade. No entanto, quando ouvimos Kate Hudson afirmar que sua personagem tem 69 anos, essa crítica parece perder força. A solução? Ignorar essa incoerência e se divertir com o roteiro exagerado.
Se você gosta desse tipo de conteúdo leve, vale a pena incluir “Segredo Obscuro” na sua lista de filmes para assistir no streaming. E quem sabe esse longa não ganhe status cult como “Mulher Gato”? Ele é um grande filme? Vamos ser sinceros; não chega a tanto. Mas definitivamente não ofende o público. Tem um pouco de tudo: personagens excêntricos, mistério, transformações visuais impressionantes e tecnologia fantasiosa. No final das contas, o saldo é positivo e rendeu boas risadas.
Por hoje é isso, meus amigos! Espero encontrá-los novamente em breve e fico curioso para saber sua opinião sobre o filme caso assistam! Um grande abraço.
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