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  Notícias  Nego Di recebe pena de 14 anos por fraudes financeiras e esquema de PIX ilegal
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Nego Di recebe pena de 14 anos por fraudes financeiras e esquema de PIX ilegal

Porto Alegre HojePorto Alegre Hoje—junho 24, 20260
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Na última terça-feira (23), o influenciador digital Dilson Alves da Silva Neto, conhecido como Nego Di, foi sentenciado a 14 anos e 6 meses de prisão em regime fechado. Ele foi considerado culpado por estelionato, lavagem de dinheiro qualificada e utilização de documentos falsos. A decisão também afetou sua parceira, Gabriela Vicente de Sousa, que recebeu uma pena de 8 anos e 4 meses de reclusão, também em regime fechado, pelo crime de lavagem de dinheiro.

O juiz Ricardo Petry Andrade, responsável pela sentença na 2ª Vara Estadual de Processo e Julgamento dos Crimes de Organização Criminosa e Lavagem de Dinheiro, ainda impôs a Nego Di uma pena adicional de 1 ano e 15 dias em regime semiaberto por promover uma loteria ilegal.

Rifas eletrônicas

Segundo as acusações, entre novembro de 2022 e maio de 2024, Dilson organizou pelo menos 34 rifas eletrônicas sem a devida autorização legal. Essas rifas eram promovidas em suas redes sociais, oferecendo prêmios em dinheiro e outros bens em troca da venda de bilhetes.

Um dos casos destacados na denúncia envolveu uma rifa para um Porsche Macan, que Dilson avaliou em R$ 500 mil. Juntamente com outros prêmios em dinheiro, o total prometido alcançava cerca de R$ 650 mil.

O Ministério Público informou que essa ação causou um prejuízo estimado em R$ 185,3 mil a aproximadamente 9.683 pessoas. O juiz concluiu que as evidências apontam que Dilson não tinha intenção real de entregar os prêmios prometidos.

A sentença destacou ainda que o influenciador deu indícios enganosos sobre o término da rifa e tentou simular contatos com uma suposta vencedora para dar a impressão de que a campanha era legítima.

Lavagem de dinheiro

As acusações afirmaram que tanto Dilson quanto Gabriela estavam envolvidos na ocultação e dissimulação da origem ilícita superior a R$ 2,4 milhões. Essa movimentação financeira utilizou contas em nome de terceiros, operações bancárias diversas e aquisição de bens com aparência lícita.

A decisão judicial indicou que os valores obtidos ilegalmente foram transferidos para contas bancárias pertencentes a Gabriela e para uma empresa da qual ambos eram sócios. Além disso, o dinheiro foi colocado junto a valores legais para dificultar seu rastreamento.

O magistrado considerou que Gabriela teve um papel crucial na lavagem do dinheiro. A sentença registrou que ela disponibilizou sua conta pessoal e os canais financeiros da empresa para facilitar o movimento dos recursos ilegais e se beneficiou da compra de bens utilizando esses valores.

PIX falso sobre doação às enchentes

Nego Di também enfrentou condenação por utilizar documentos falsos ao publicar um comprovante no valor de R$ 1 milhão referente a uma doação via PIX destinada às vítimas das enchentes no Rio Grande do Sul.

Conforme a sentença judicial, a transferência original era apenas R$ 100. A decisão detalha que Dilson obteve um comprovante verdadeiro, modificou o valor para R$ 1 milhão e o apresentou como autêntico nas redes sociais.

Penas aplicadas pelo magistrado

Para Nego Di, as penas somam um total de 9 anos, 4 meses e 8 dias por lavagem de dinheiro; mais 3 anos e 22 dias por uso fraudulento de documento; além de 2 anos e 1 mês por estelionato.

Ele também foi condenado a cumprir pena adicional de 1 ano e 15 dias por promover loteria ilegal. As condenações incluem dias-multa correspondendo ao valor do salário mínimo nacional vigente à época dos crimes.

No caso de Gabriela Vicente de Sousa, sua pena foi fixada em 8 anos e 4 meses por lavagem de dinheiro, além da imposição de 16 dias-multa.

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