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  Notícias  Retomada das buscas por corpos da família Aguiar em Canoas após alerta anônimo
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Retomada das buscas por corpos da família Aguiar em Canoas após alerta anônimo

Porto Alegre HojePorto Alegre Hoje—julho 1, 20260
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Nesta terça-feira (30), a Polícia Civil deu início a uma nova fase de buscas pelos corpos de Silvana de Aguiar, de 48 anos, e seus pais, Isail Vieira de Aguiar, de 69 anos, e Dalmira Germann de Aguiar, de 70 anos. As operações foram realizadas na Estrada do Paquetá, em Canoas, motivadas por uma denúncia anônima recebida.

Utilizando cães farejadores, as equipes realizaram as buscas até às 15h15, mas infelizmente não conseguiram encontrar os corpos.

A família, que reside em Cachoeirinha, está desaparecida desde o final de janeiro. A investigação qualifica o caso como dois feminicídios e um homicídio, considerando a possibilidade de encontrar as vítimas com vida como extremamente remota pela Polícia Civil.

O processo judicial encontra-se na etapa de resposta à acusação pelas defesas. O policial militar Cristiano Domingues Francisco, ex-marido de Silvana, permanece detido. Sua atual parceira, Milena Tainá Ruppenthal Domingues, e seu irmão, Wagner Domingues Francisco, também enfrentam acusações e respondem ao processo em liberdade.

Processo sob sigilo judicial

No dia 4 de maio, a Justiça declarou os três acusados como réus. A determinação foi feita pelo juiz Márcio Luciano Rossi Barbieri Homem da 1ª Vara Criminal.

Cristiano enfrenta múltiplas acusações que incluem dois feminicídios, um homicídio qualificado, ocultação de cadáveres, fraude processual, associação criminosa, falsidade ideológica, furto e abandono de incapaz.

Milena é ré por sua participação nos dois feminicídios e no homicídio qualificado. Ela também é acusada de ocultação de cadáveres, fraude processual e falso testemunho.

Por sua vez, Wagner enfrenta as acusações relacionadas à ocultação de cadáveres e fraude processual.

Vale destacar que o processo tramita em segredo de Justiça.

Motivos dos crimes

A denúncia sugere que os crimes estão ligados a desentendimentos sobre a guarda e convivência do filho de Silvana com o ex-parceiro.

O Ministério Público do Rio Grande do Sul (MP-RS) também relacionou os crimes ao descontentamento com as restrições impostas pela vítima. Em resposta à situação, a promotoria solicitou tanto a perda do cargo público ocupado por Cristiano quanto a incapacidade para o exercício do poder familiar.

Segundo a denúncia apresentada, Silvana foi assassinada na noite do dia 24 de janeiro dentro de sua residência localizada no bairro Parque Granja Esperança em Cachoeirinha. No dia seguinte ao crime, seus pais teriam sido levados a se encontrar com Cristiano através de mensagens e ligações fraudulentas que pareciam ser feitas por Silvana.

Inquérito extensivo

A Polícia Civil finalizou o inquérito em abril, mas as buscas pelos corpos continuam sem interrupção. O delegado Anderson Spier informou que ainda há análises em andamento dos dados coletados na investigação anterior.

A investigação acumulou mais de 20 mil páginas e envolveu a análise de 16 telefones além da extração de mais de 10 terabytes de dados provenientes dos celulares e outros dispositivos. Até o momento, foram ouvidas 34 testemunhas diferentes.

A Polícia Civil revelou que Cristiano teria utilizado o celular da vítima após sua morte para criar uma narrativa enganosa sobre seu desaparecimento. Além disso, foi apurado que ele usou tecnologia de clonagem vocal com inteligência artificial para simular a voz da vítima na tentativa de atrair seus pais.

Cristiano se encontra sob prisão preventiva desde fevereiro no BOE (Batalhão de Operações Especiais) em Porto Alegre.

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