Nesta quarta-feira (28), a Polícia Civil do Rio Grande do Sul deu início à Operação Divisa, que resultou na prisão de 20 indivíduos envolvidos em um esquema de roubo, adulteração e revenda clandestina de veículos, atuando tanto no Rio Grande do Sul quanto em Santa Catarina. A operação também levou à apreensão de armas e munições.
Sob a coordenação da 1ª Delegacia de Polícia de São Leopoldo, a ação incluiu o cumprimento de 26 mandados de prisão preventiva e 25 ordens de busca e apreensão em 13 cidades dos dois estados.
As investigações revelaram que muitos dos suspeitos já estavam encarcerados, mas continuavam a orquestrar atividades criminosas através de celulares e contas bancárias pertencentes a familiares.
O apoio da Polícia Penal do Rio Grande do Sul e da Polícia Civil de Santa Catarina foi fundamental para o sucesso da operação.
Funcionamento do esquema de roubo e revenda de veículos
Segundo informações fornecidas pela Polícia Civil, o grupo operava por meio de solicitações para roubar ou furtar veículos encomendados. Motoristas contratados eram responsáveis pelo transporte desses automóveis até garagens onde eram ocultados.
Nesses locais, os membros da organização retiravam rastreadores, além de modificar placas e outros identificadores antes que os veículos fossem vendidos clandestinamente para outros estados.
Uma parte considerável da estrutura criminosa era gerenciada a partir das penitenciárias. Os investigados utilizavam celulares e contas bancárias de parceiras, mães e irmãs para realizar transações financeiras relacionadas aos crimes cometidos.
A investigação já coletou evidências sobre vários veículos com registros de roubo, furto ou estelionato, sendo possíveis identificações feitas por meio de placas, chassis e números das ocorrências policiais.
Além disso, a Polícia Civil conseguiu identificar o envolvimento de fornecedores, intermediários, motoristas, fabricantes de placas falsas, receptadores e titulares das contas usadas para movimentar os pagamentos oriundos dessas atividades ilícitas.
Além das prisões realizadas, a Operação Divisa tem como objetivo atingir o patrimônio do grupo criminoso por meio da apreensão de bens e responsabilização daqueles que forneceram contas para disfarçar a origem dos recursos obtidos ilegalmente.
Atingindo 13 cidades no RS e em SC
As ordens judiciais foram executadas em dez cidades do Rio Grande do Sul e três em Santa Catarina.
No estado gaúcho, as ações ocorreram nas cidades de São Leopoldo, Novo Hamburgo, Porto Alegre, Cachoeirinha, Sapucaia do Sul, Alvorada, Canoas, Charqueadas, Sapiranga e Caxias do Sul.
Em Santa Catarina, as operações se estenderam a Içara, Tubarão e Balneário Gaivota.
As investigações abrangem uma variedade de crimes como roubo, furto qualificado, receptação qualificada, adulteração dos sinais identificadores dos veículos, estelionato, fraudes contra seguradoras, extorsão e formação de quadrilha.
Além disso, a Polícia Civil investiga a participação dos suspeitos no comércio ilegal de armas e no tráfico de drogas.
