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  Clima  Desastres climáticos elevam índices de mortalidade e podem intensificar a insegurança alimentar
Clima

Desastres climáticos elevam índices de mortalidade e podem intensificar a insegurança alimentar

Porto Alegre HojePorto Alegre Hoje—agosto 5, 20260
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Nos últimos meses de 2026, o planeta tem enfrentado uma série de eventos climáticos extremos. O IPAM Amazônia (Instituto de Pesquisa Ambiental da Amazônia) alerta que essas ocorrências são consequências diretas do aquecimento global. A situação se agrava com a presença do fenômeno El Niño, que já está em andamento e deve intensificar seus efeitos ao longo deste ano.

As consequências desses fenômenos já resultaram em diversas perdas, tanto humanas quanto materiais. Entre os relatos estão um aumento significativo no número de mortes, além de deslocamentos forçados e pessoas sem abrigo. Um novo aspecto emergente é a questão da insegurança alimentar, conforme relatado pelas Nações Unidas.

10 mil mortes na Europa

Até o dia 28 de julho, as Nações Unidas informaram que mais de 250.000 hectares foram devastados por incêndios na Europa, com um total de 1.254 ocorrências registradas desde o início do ano.

Grandes incêndios florestais afetaram principalmente a França e a Espanha, entre outras regiões europeias, devido a ondas de calor severas que ressecaram as áreas afetadas. Essas condições resultaram em evacuações em massa e causaram danos significativos às economias locais e nacionais.

A EuroMOMO, uma rede apoiada pela Organização Mundial da Saúde, divulgou que a Europa contabilizou mais de 10 mil mortes acima da média histórica durante essa onda de calor extrema, sendo que mais de 90% dessas fatalidades ocorreram entre indivíduos com 65 anos ou mais.

Dados consolidados da EuroMOMO revelam um alto índice de mortalidade desde a 26ª semana de 2026.

Outros continentes

No final de julho, o Norte da África registrou temperaturas próximas aos 49°C, colocando em risco vidas humanas e meios de subsistência, além de sobrecarregar hospitais e sistemas elétricos.

No Japão, as temperaturas atingiram níveis recordes, estabelecendo a mais longa sequência já registrada com dias consecutivos acima dos 40°C.

A Índia e a China enfrentaram simultaneamente enchentes e ondas de calor severas, enquanto o Chile lidou com inundações e até mesmo nevascas incomuns.

No Brasil, o Rio Grande do Sul experimentou sua primeira onda significativa de chuvas do ano, resultando em inundações que deixaram milhares desalojados e desabrigados devido à intensidade das chuvas, granizo e até mesmo um registro de tornado.

Aumento da fome

As alterações climáticas não apenas causam danos diretos às populações humanas, mas também afetam seriamente a produção agrícola. As Nações Unidas alertam que cerca de 50 milhões de pessoas em comunidades vulneráveis ao redor do mundo podem enfrentar uma grave crise alimentar devido à intensificação do fenômeno El Niño. Essa informação foi divulgada pelo Programa Mundial de Alimentos (PMA) da ONU no dia 5 deste mês.

Ao avaliar 45 países já considerados em situação crítica quanto à segurança alimentar — onde as condições climáticas influenciarão drasticamente padrões como precipitação e temperatura — a agência projeta que o número total de pessoas em estado crítico aumentará de 225 milhões para 274 milhões. Esse aumento representa aproximadamente 22%.

Estima-se que as regiões da América Central e do sul da África serão as mais afetadas pelos extremos climáticos, embora impactos significativos também sejam previstos para leste da África e para os países do Sul e Sudeste Asiático.
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