Skip to content
Porto Alegre Hoje
  quarta-feira 22 julho 2026
  • Home
  • Esportes
  • Justiça
  • Notícias
  • Contate-nos
Exclusivo
abril 22, 2026Alerta de tempestades no Rio Grande do Sul: Inmet prevê mau tempo entre esta terça e quinta-feira dezembro 12, 2024Escândalo do “Leite Compensado”: Depósitos Clandestinos e Fraude em Produtos Lácteos no RS abril 22, 2026Ponte da Múcio Teixeira em Porto Alegre passa por reforma, bloqueio no acesso será necessário fevereiro 6, 2026Governadora de Pernambuco, Raquel Lyra tem 24% e lidera cenário espontâneo em pesquisa Datafolha maio 6, 2026FGTS agora pode ser utilizado para quitar dívidas com descontos no novo Desenrola; saiba mais sobre a iniciativa abril 1, 2026Tragédia em Porto Alegre: pedestre perde a vida em acidente com ônibus abril 30, 2026Ajax Porto Pinheiro é homenageado por Adriel ao completar 70 anos junho 24, 2026Frio intenso chega ao Rio Grande do Sul a partir de terça-feira (23) dezembro 17, 2024Operação Tacitus: Polícia Federal desarticula esquema de corrupção policial ligado ao PCC em São Paulo abril 29, 2026Quarta-feira no Rio Grande do Sul promete clima estável, temperaturas baixas e possibilidade de geada
Porto Alegre Hoje
Porto Alegre Hoje
  • Home
  • Esportes
  • Justiça
  • Notícias
  • Contate-nos
Porto Alegre Hoje
  Política  Inovação do Pix questiona domínio financeiro dos EUA sobre o Brasil
Política

Inovação do Pix questiona domínio financeiro dos EUA sobre o Brasil

Porto Alegre HojePorto Alegre Hoje—julho 22, 20260
FacebookX TwitterPinterestLinkedInTumblrRedditVKWhatsAppEmail

O sistema de pagamentos instantâneos Pix, criado no Brasil, se tornou um foco de atenção do governo dos Estados Unidos (EUA), em parte por representar um desafio ao domínio financeiro de Washington sobre a infraestrutura de pagamentos do país sul-americano. Essa análise é corroborada por especialistas em economia e relações internacionais entrevistados pela Agência Brasil.

A inclusão do Pix na lista de justificativas para a imposição de uma tarifa de 25% pelo governo Trump é vista como uma medida que, primeiramente, tem motivações geopolíticas ao invés de ser meramente econômica, especialmente considerando a concorrência com empresas norte-americanas como Visa, MasterCard e WhatsApp Pay.

Segundo Maicon Cláudio da Silva, professor de economia da Universidade Federal Rural do Rio de Janeiro (UFRRJ), a crítica ao Pix reflete a diminuição da influência e controle dos EUA sobre o sistema financeiro brasileiro.

“Essa estratégia mostra claramente que os EUA desejam manter seu poder sobre o sistema financeiro em grande parte do mundo. A China não utiliza Visa e Mastercard justamente porque possui seus próprios sistemas financeiros, o que está relacionado à sua busca por maior autonomia e soberania”, comentou.

Silva também ressaltou que o Pix contribuiu para aumentar a inclusão financeira no Brasil, beneficiando também as empresas norte-americanas.

“Transações que anteriormente eram realizadas apenas em dinheiro agora ocorrem no âmbito do sistema financeiro via Pix. Isso facilita o acesso das pessoas a contas bancárias e, potencialmente, a cartões de crédito”, detalhou.

No ano de 2025, os cartões movimentaram R$ 4,5 trilhões impulsionados pela crescente adoção do Pix. Esse número representa um crescimento de 10,1%, conforme informações da Associação Brasileira das Empresas de Cartões de Crédito e Serviços (Abecs).

Consequências econômicas imediatas

Dado que os EUA apresentam superávit comercial em relação ao Brasil, o aumento das tarifas pode acabar impactando mais negativamente as empresas americanas, segundo observações do professor da UFRRJ. Neste cenário, os interesses econômicos imediatos acabam sendo secundários.

“Sob uma perspectiva imediata, essas tarifas tendem a prejudicar mais os EUA. Assim sendo, esta política econômica internacional visa exercer poder por meio da imposição de sanções e tarifas para pressionar outros países a se submeterem aos interesses americanos”, concluiu.

Pix como ferramenta de influência

Ronaldo Carmona, professor de geopolítica da Escola Superior de Guerra (ESG), enfatizou que o Pix se transformou em uma ferramenta estratégica para o Brasil, fortalecendo sua soberania econômica e financeira.

“Ao promover maior autonomia e soberania, o Brasil facilita transações comerciais bilaterais com outras nações utilizando moedas locais, evitando assim a dependência da arbitragem e senhoriagem [receita oriunda da emissão de moeda] do dólar”, observou.

Carmona também mencionou que o Banco Central brasileiro possui acordos técnicos com 47 países para desenvolver sistemas semelhantes ao Pix em suas economias. Essa iniciativa pode enfraquecer ainda mais o controle dos EUA sobre transações financeiras globais.

O impacto do Pix nas sanções

Sistemas nacionais de pagamento como o Pix dificultam a imposição de sanções econômicas dos EUA contra indivíduos ou instituições financeiras, “ao contrário do que acontece com sistemas norte-americanos”, esclareceu Ronaldo Carmona.

Isto ocorre porque as plataformas baseadas nos EUA tendem a cumprir todas as sanções emitidas pela administração americana.

Maicon Cláudio da Silva citou exemplos como as sanções aplicadas ao ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes e o embargo econômico contra Cuba como ilustrações do poder americano sobre países soberanos através do bloqueio financeiro.

“As restrições econômicas dos EUA contra Cuba levaram a Visa e Mastercard a interromper suas operações na ilha. Ao controlar os meios financeiros, os EUA podem impor sanções econômicas a qualquer momento contra nações ou indivíduos”, explicou.

Busca europeia por autonomia financeira

Em um artigo publicado pouco antes da declaração das tarifas contra o Brasil, a revista inglesa The Economist destacou que iniciativas como o Pix ameaçam a “dominância” financeira dos Estados Unidos.

A publicação afirma que “o surgimento de sistemas ‘soberanos’, especialmente na Europa – um importante mercado para Visa e Mastercard – pode comprometer suas altíssimas margens operacionais que ultrapassam 50%”.

A União Europeia recentemente anunciou o Euro Digital, um sistema semelhante ao Pix que será gratuito e acessível ao público. O projeto piloto está previsto para ser lançado em 2027.

A presidente do Banco Central Europeu (BCE), Christine Lagarde, reconheceu abertamente que o objetivo é diminuir a dependência das redes financeiras estrangeiras.

“Dependemos predominantemente das redes americanas e às vezes das chinesas para realizar pagamentos. Precisamos desenvolver uma solução europeia para garantir nossa soberania interna”, afirmou em entrevista ao portal Euronews.

brasilBrasil e MundoCotidianoEconomiaEUALuiz Inácio Lula da SilvaPixpolíticaRedes SociaisTrump
FacebookX TwitterPinterestLinkedInTumblrRedditVKWhatsAppEmail

Porto Alegre Hoje

Criança é vítima de agressão fatal em Viamão após não cumprimentar o pai
Produtos com validade expirada há quatro anos são confiscados no Norte do Rio Grande do Sul

Novidades

  • Daya Moraes revela detalhes de seu novo projeto audiovisual para o próximo álbum
  • UFRGS apresenta mostra que estimula os sentidos dos visitantes
  • TCE-RS interrompe parceria de R$ 4,5 bilhões para revitalização e cuidados de 98 instituições de ensino estaduais
  • Futuro Futuro” projeta um Brasil em profunda divisão à beira do colapso
  • Governo oferece suporte a 2,4 mil empresas prejudicadas por tarifas americanas

    #Tags

    Redes SociaisRio Grande do SulCotidianoPORTO ALEGREAgora no TempoEconomiaPlantão RSprevisão do tempoBrasil e MundopolíticaculturaAgriculturaRegião MetropolitanaAlerta meteorológicoValesRegião Norte do RSSerra gaúchaChuvas no RSRegião CentralLitoral Norte
    Porto Alegre Hoje. © 2025