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Geral

Violência Doméstica atinge 30% das brasileiras

Porto Alegre HojePorto Alegre Hoje—setembro 23, 20250
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Psicóloga Giovana Duratt explica como a dependência emocional prende mulheres em relacionamentos tóxicos e revela sinais e estratégias para desenvolver autonomia emocional.

Uma pesquisa do DataSenado (2023) revelou que 30% das brasileiras já sofreram violência doméstica, enquanto 68% conhecem vítimas de relacionamentos abusivos. Os números evidenciam que a dependência emocional, ao lado da financeira e do medo das ameaças, é um dos fatores que mantêm muitas mulheres presas em relacionamentos tóxicos.
Segundo o Fórum Brasileiro de Segurança Pública, foram registrados mais de 250 mil casos de violência doméstica em 2023, aumento de 9,8%. Os feminicídios chegaram a 1.457 casos, sendo 90% cometidos por homens.
 

O que é dependência emocional e como identificar

A dependência emocional é um padrão comportamental onde a pessoa perde sua identidade e passa a viver exclusivamente em função do parceiro. Para a psicóloga Giovana Duratt, especialista em atendimento a mulheres, esse é um dos principais obstáculos para romper relacionamentos abusivos, fala que corrobora com pesquisas recentes sobre violência doméstica.
“A dependência emocional não é uma escolha consciente, mas um padrão que se desenvolve gradualmente. A mulher vai perdendo a conexão consigo mesma e se torna incapaz de viver sem o parceiro, mesmo quando ele é fonte de sofrimento”, explica Duratt.
 

Principais sinais de dependência emocional:

  • Perda de identidade: abrir mão de sonhos e interesses pessoais
  • Medo do abandono: pânico da ideia de ficar sozinha
  • Tolerância ao abuso: normalizar ciúmes e agressões
  • Isolamento social: afastamento de família e amigos
  • Autoestima dependente: sentir-se valiosa apenas com aprovação do parceiro

Relacionamentos tóxicos: como o abuso psicológico funciona

A violência psicológica é uma das formas mais sutis de abuso em relacionamentos tóxicos. “O agressor mina a autoestima da mulher gradualmente, fazendo-a acreditar que é incapaz e que ninguém mais a amaria. Isso fortalece a dependência emocional”, analisa a psicóloga Giovana Duratt.
Dados mostram que 35% dos homicídios contra mulheres acontecem na residência da vítima, evidenciando como o ambiente doméstico se torna perigoso quando há dependência emocional e relacionamentos abusivos.
 

Como romper a dependência emocional: estratégias práticas

Desenvolvendo autonomia emocional

Para romper ciclos de dependência emocional, Duratt destaca a importância de reconectar a mulher consigo mesma. “Meu trabalho não é sobre carregar o peso de ser perfeita, mas sobre largar o chicote interno e encontrar um jeito mais leve de existir”, enfatiza.
 

Passos para superar a dependência emocional:

  1. Autoconhecimento: identificar padrões de dependência emocional
  2. Fortalecimento da autoestima: reconhecer o próprio valor
  3. Estabelecer limites: aprender a dizer não em relacionamentos
  4. Rede de apoio: fortalecer vínculos saudáveis
  5. Projetos pessoais: resgatar sonhos independentes do relacionamento
  6. Segurança material: ter meios para se manter financeiramente
     

Para Giovana, cada passo dado em direção à autonomia representa mais do que uma mudança individual: é um movimento coletivo de transformação social.
“Quando uma mulher consegue sair de um relacionamento abusivo, ela não salva apenas a própria vida. Ela inspira outras mulheres, quebra padrões enraizados e abre caminho para que as próximas gerações cresçam em ambientes mais seguros e saudáveis”, conclui Duratt.
Assim, os números deixam de ser apenas estatísticas e se tornam um chamado à reflexão: é urgente reconhecer os sinais da dependência emocional, acolher as vítimas e fortalecer iniciativas que deem às mulheres condições reais de viverem livres de violência.
 

Onde buscar ajuda para sair de relacionamentos abusivos

Central de Atendimento à Mulher: 180 (gratuito e sigiloso) Polícia Militar: 190

Sobre a especialista: Giovana Duratt é psicóloga de mulheres e constrói, todos os dias, espaços de escuta e transformação. Seu trabalho nasce do encontro entre teoria e afeto, onde conceitos da psicanálise ganham vida no cotidiano real das mulheres que buscam se reconhecer, se fortalecer e se libertar de padrões que as aprisionam.
No consultório e nas redes sociais, ela traduz dores silenciosas em palavras que acolhem e abrem caminho para novas escolhas. Giovana acredita que terapia não é sobre carregar o peso de ser perfeita, mas sobre aprender a largar o chicote interno e encontrar um jeito mais leve e verdadeiro de existir.
Sua missão é clara: ajudar mulheres a romperem ciclos de sofrimento, a se reconectarem com seus desejos e a viverem relações mais saudáveis — com o outro, mas, antes de tudo, consigo mesmas. Contato: Instagram @giovanaduratt; e-mail: [email protected] ;whats app 41 997308289

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Psicóloga Giovana DurattViolência doméstica
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