O equinócio da primavera de 2026 aconteceu às 21h05 desta terça-feira (22), no horário de Brasília, marcando o início astronômico dessa estação. De acordo com informações da Climatempo, a primavera será fortemente influenciada pelo fenômeno El Niño, que já é classificado como de alta intensidade e deve se intensificar ainda mais até o final da estação.
A previsão para a Região Sul do Brasil é de um período primaveril marcado por tempestades, especialmente nas áreas interiores. Logo no início da temporada, após uma série de chuvas no Paraná, a atenção se volta novamente para o Rio Grande do Sul.
Nos três meses que compõem a primavera, as áreas que devem registrar os maiores volumes de chuva incluem o Oeste, Sul e Sudoeste do Paraná, bem como o Oeste e Meio-Oeste de Santa Catarina e as regiões Norte e Noroeste do Rio Grande do Sul. A preocupação com as chuvas excessivas permanece alta durante novembro e dezembro.
“Segundo a Climatempo, a primavera será marcada por chuvas intensas em toda a Região Sul. Temporais se tornarão frequentes nos três estados, com precipitações acima da média em todos os meses da estação”, afirma a Climatempo.
Temperaturas abaixo do normal no Sul
No Rio Grande do Sul, as temperaturas deverão ficar abaixo da média nesta primavera. A Climatempo atribui essa situação ao elevado índice de nebulosidade, à ocorrência de chuvas constantes e à influência de ar frio proveniente das regiões polares.
Calor acima da média em todo o Brasil
A Climatempo aponta que a forte atuação do El Niño vai acentuar as chuvas no Sul enquanto simultaneamente elevará as temperaturas e expandirá as áreas com pouca precipitação na região Centro-Norte do Brasil.
“As chances de ondas de calor aumentam consideravelmente em outubro, especialmente na segunda quinzena, mantendo-se elevadas também em novembro e dezembro”, destaca a Climatempo.
Nas regiões do Pará e Amazonas, a escassez de chuvas pode afetar a navegabilidade dos rios, impactando diretamente as comunidades ribeirinhas assim como o transporte de cargas e pessoas.
Na área Centro-Norte do Brasil, o aumento das temperaturas combinado com a diminuição das chuvas intensifica o risco de incêndios florestais. Além disso, esse cenário pode prejudicar a produtividade agrícola em diversas localidades dos Centros-Oeste e Sudeste do país.
Entretanto, os estados de São Paulo e Mato Grosso do Sul devem experimentar uma primavera com precipitações superiores ao habitual. Existe um alto risco de temporais frequentes, especialmente durante a passagem das frentes frias. Regiões como o Sul do Rio de Janeiro, o Sul de Minas Gerais, Triângulo Mineiro e o Sul de Goiás também devem apresentar volumes maiores de chuva do que o normal.
