Na próxima segunda-feira (8), o Centro Cultural da UFRGS irá realizar um evento especial para discutir o centenário do seu edifício. A arquiteta Ana Lúcia Dreyer e a estudante de Biologia Manoela de Biasi irão compartilhar suas reflexões sobre a trajetória histórica do prédio e sua conexão com a cidade de Porto Alegre.
O encontro, intitulado “100 anos do prédio amarelo: camadas do tempo no Centro Cultural da UFRGS”, terá início às 18h na Sala Araucária. Durante a conversa, as debatedoras utilizarão fotografias, plantas arquitetônicas, documentos históricos e registros técnicos como base para suas discussões.
Localizado no Campus Centro da UFRGS, o Centro Cultural pode ser acessado pela Rua Eng. Luiz Englert, 333. A entrada para o evento é gratuita.
As debatedoras
Ana Lúcia Dreyer apresentará um panorama sobre a história deste edifício que originalmente foi criado para abrigar o Instituto de Química Industrial. Ela é doutoranda no Programa de Pós-Graduação em Planejamento Urbano e Regional da UFRGS e atua no Setor de Patrimônio Histórico da Universidade.
A palestra irá explorar as mudanças arquitetônicas que ocorreram ao longo do século XX, incluindo uma importante ampliação na década de 1940. Além disso, será destacado como o edifício se relaciona com a evolução histórica do Campo da Redenção e do centro de Porto Alegre.
O evento também abordará o processo de restauração realizado entre 2014 e 2018, que possibilitou a transformação do espaço em um Centro Cultural. Esse restauro incluiu melhorias em acessibilidade, como a instalação de elevadores e pisos táteis, preservando ao mesmo tempo elementos originais do edifício. As salas receberam nomes de árvores brasileiras; por exemplo, a atividade acontecerá na sala chamada Araucária, e os participantes receberão sementes dessa árvore típica da região Sul.
Manoela de Biasi, bolsista voluntária do Jardim-Laboratório do Centro Cultural e estudante de Biologia na UFRGS, também fará parte da discussão. O Jardim-Laboratório é um espaço naturalista que reúne principalmente plantas nativas do Pampa e da Mata Atlântica, como carqueja e pariparoba, promovendo uma maior aproximação das pessoas com a flora brasileira e contribuindo para sua conservação.
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