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  Economia  Gasolina tem queda em maio impulsionada por etanol acessível e apoio do governo
Economia

Gasolina tem queda em maio impulsionada por etanol acessível e apoio do governo

Porto Alegre HojePorto Alegre Hoje—junho 17, 20260
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Em maio, o valor da gasolina apresentou uma diminuição de 1,46%, após dois meses consecutivos de aumento. Em março, o combustível havia registrado um acréscimo de 4,59%, seguido por uma alta de 1,86% em abril, reflexo dos impactos do conflito no Oriente Médio na cadeia global do petróleo.

Essa queda nos preços da gasolina influenciou negativamente o IPCA em -0,08 ponto percentual. Assim, a inflação oficial do mês alcançou 0,58%, conforme dados fornecidos pelo IBGE.

Dois fatores principais contribuíram para essa redução: a diminuição no preço do etanol e a implementação da política federal de subsídios aos combustíveis.

Etanol mais barato

O preço do etanol registrou uma queda de 6,2% em maio, tornando-se o segundo item que mais colaborou para a diminuição do IPCA no período.

Fernando Gonçalves, analista do IBGE, destacou que essa redução se deve à maior oferta do produto no mercado.

Com o aumento na disponibilidade do etanol, os preços de venda sofreram uma queda. Como a maior parte dos veículos no Brasil é flex, a gasolina também é impactada quando o etanol se torna mais acessível financeiramente.

Subsídio federal

Outro aspecto relevante foi a subvenção federal destinada aos combustíveis. Essa medida funciona como um reembolso para produtores e importadores, visando mitigar os repasses de aumentos ao consumidor final.

No caso específico da gasolina, o subsídio foi fixado em R$ 0,44 por litro.

Essa política ajudou a aliviar os efeitos de um recente reajuste promovido pela Petrobras. A estatal elevou seu preço em R$ 0,48; contudo, o valor repassado ao consumidor ficou limitado a R$ 0,04.

Diesel também teve queda

Em maio, o óleo diesel teve uma redução de 2,34%. Esse item foi o quarto que mais contribuiu para a baixa no IPCA durante o mês.

Antes dessa queda, os preços do diesel haviam subido significativamente: 13,9% em março e 4,46% em abril.

Para o diesel, o subsídio chegou a R$ 1,52 por litro para importadores e R$ 1,12 para os produtores em maio.

Frete e alimentos

O grupo Transportes foi o único entre os nove analisados pelo IBGE que apresentou deflação em maio, com uma média de queda de 0,46%.

Apesar da redução nos preços dos combustíveis, os custos com frete ainda influenciaram negativamente os preços dos alimentos. O grupo Alimentação subiu 1,33%, sendo responsável pelo maior impacto positivo no IPCA do mês com um acréscimo de 0,29 ponto percentual.

Petróleo no exterior

O aumento anterior nos preços dos combustíveis foi associado ao conflito no Oriente Médio e à instabilidade na cadeia internacional do petróleo.

O valor do barril do Brent – índice referência mundial – saltou de aproximadamente US$ 70 para mais de US$ 100, com picos próximos de US$ 120 registrados.

Considerando que o petróleo é comercializado em valores internacionais, essa alta afetou também o Brasil. No caso específico do diesel, cerca de 30% do total consumido no país é importado.

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