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Irã bloqueia Estreito de Ormuz e sinaliza fim do cessar-fogo após confrontos no Líbano

Porto Alegre HojePorto Alegre Hoje—abril 8, 20260
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O Irã decidiu fechar novamente o Estreito de Ormuz e sinalizou a possibilidade de interromper o cessar-fogo, em resposta aos bombardeios realizados por Israel no Líbano nesta quarta-feira (8). Essa nova ação eleva a tensão em torno de um acordo já considerado instável e reintroduz uma das mais importantes rotas de petróleo e gás do mundo no epicentro da crise.

Informações provenientes de veículos governamentais iranianos indicam que Teerã poderá retomar os ataques caso as ofensivas israelenses prossigam. Além disso, o governo iraniano reiterou que qualquer cessar-fogo deve abranger todas as frentes de combate, incluindo o Líbano e a Faixa de Gaza.

Em uma declaração nas redes sociais, Ebrahim Rezaei, porta-voz da Comissão de Segurança Nacional do Parlamento iraniano, defendeu a suspensão do cessar-fogo e o fechamento do Estreito de Ormuz.

Mais cedo, as Forças Armadas iranianas haviam afirmado que manteriam um controle “inteligente” sobre a passagem estratégica. Posteriormente, a mídia estatal do país começou a noticiar o fechamento da rota como uma resposta direta aos ataques israelenses no Líbano.

A reabertura do Estreito de Ormuz durante duas semanas estava entre as condições estabelecidas para o cessar-fogo entre Estados Unidos e Irã.

Israel ataca 100 alvos no Líbano

<pNo lado israelense, o primeiro-ministro Benjamin Netanyahu expressou apoio ao acordo mediado pelos Estados Unidos e pelo Irã, mas deixou claro que o Líbano não seria incluído no cessar-fogo. As Forças de Defesa de Israel relataram que atingiram 100 alvos em apenas dez minutos nas regiões sul do Líbano e em Beirute.

O Ministério da Saúde libanês divulgou informações preliminares indicando que os ataques desta quarta-feira resultaram em dezenas de mortes e centenas de feridos.

Imagens de edifícios destruídos no centro de Beirute foram amplamente compartilhadas na mídia local. O Hezbollah aconselhou os civis deslocados pela guerra a não retornarem para suas casas até que uma declaração oficial sobre o cessar-fogo seja emitida no Líbano.

Nawaf Salam, primeiro-ministro libanês, criticou os ataques israelenses direcionados a áreas residenciais densamente povoadas.

Shehbaz Sharif, primeiro-ministro do Paquistão e mediador do cessar-fogo entre Irã e Estados Unidos, alertou que a violação do acordo prejudica o processo pacífico e fez um apelo para que todas as partes respeitem a trégua temporária.

Até terça-feira (7), estimativas do Ministério da Saúde libanês indicavam que a atual fase do conflito, iniciada em 2 de março, havia deixado mais de 1.500 mortos e aproximadamente 4.800 feridos.

Segundo os mesmos dados, 93 unidades de saúde foram atingidas por bombardeios, 57 profissionais da saúde perderam a vida e mais de um milhão de pessoas foram forçadas a deixar seus lares durante esse período.

A normalização do tráfego marítimo ainda é incerta

Ainda que o Estreito de Ormuz seja reaberto, especialistas consultados avaliam que a normalização do fluxo petrolífero pode levar tempo. A análise sugere que armadores devem agir com cautela frente à possibilidade de novas escaladas militares e à ausência de garantias imediatas acerca da segurança das cargas e tripulações.

De acordo com essa perspectiva, a recuperação total das operações marítimas pode levar meses, mantendo assim a pressão sobre os preços do petróleo enquanto o conflito continuar sem uma resolução estável.

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