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  Geral  Polícia prende grupo que vendeu carne contaminada por enchentes no Rio Grande do Sul
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Polícia prende grupo que vendeu carne contaminada por enchentes no Rio Grande do Sul

Porto Alegre HojePorto Alegre Hoje—janeiro 22, 20250
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Operação Carne Fraca investiga empresa que lucrou mais de 1.000% com a revenda de carne imprópria para consumo.

Quatro pessoas foram presas nesta quarta-feira (22) pela Polícia Civil do Rio de Janeiro em uma operação que desmantelou um esquema de venda de carne bovina imprópria para consumo. O alimento, que ficou submerso nas enchentes que atingiram o Rio Grande do Sul em abril de 2024, foi comercializado de forma irregular.

Investigação e Operação Carne Fraca

A Delegacia do Consumidor (Decon) cumpriu oito mandados de busca e apreensão em Três Rios, na Região Centro-Sul Fluminense, em endereços relacionados aos investigados. A operação também realizou diligências na sede operacional da empresa envolvida, fiscalizando estoques, áreas administrativas e apreendendo mercadorias impróprias para consumo.

Segundo as investigações, os sócios da empresa adquiriram 800 toneladas de carne bovina estragada, incluindo cortes nobres, submersos durante as enchentes em Porto Alegre. Alegando inicialmente que a carne seria destinada à fabricação de ração animal, o grupo a revendeu para outras empresas, obtendo um lucro superior a 1.000% e colocando a saúde de consumidores em risco.

Crimes investigados

Os envolvidos podem responder pelos crimes de:

  • Associação criminosa;
  • Receptação;
  • Adulteração e corrupção de alimentos;

A Polícia Civil revelou que a carne imprópria foi distribuída para diversas regiões do país, o que amplia a gravidade do caso.

Contexto das enchentes no Rio Grande do Sul

As enchentes de abril de 2024, que afetaram gravemente o Rio Grande do Sul, deixaram mais de 200 mortos e causaram estragos significativos, incluindo a contaminação de alimentos.

A Delegacia do Consumidor do Rio Grande do Sul colaborou nas investigações, que começaram em maio do ano passado. O caso segue em andamento, e novas diligências devem ser realizadas para identificar outras empresas ou pessoas envolvidas no esquema.

Este caso reforça a importância da fiscalização sanitária e do combate a práticas que comprometem a saúde pública.

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