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  Cultura  Pinóquio: reinventando um conto atemporal
Cultura

Pinóquio: reinventando um conto atemporal

Porto Alegre HojePorto Alegre Hoje—abril 22, 20260
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Olá, amigos! Hoje estou enfrentando algumas dificuldades no meu trabalho, mas vamos em frente. Como diz o velho ditado: “The show must go on“. Antes de tudo, como vocês estão? Confesso que minha disposição diminuiu após assistir ao filme que vamos discutir (risos). Às vezes me pergunto se realmente era necessário mais uma versão de um clássico do cinema. Então, acomodem-se e vamos conversar sobre a nova adaptação de Pinóquio (Paris Filmes, 2026).

Já dá para perceber que algo não está certo quando a distribuidora decide alterar a apresentação do filme para a publicidade. Ao assistir ao trailer e conferir a sinopse para nossa conversa, não pude evitar uma risada genuína. O conteúdo divulgado não se alinhava com o que eu acabara de ver. Confira a sinopse divulgada:

“Quando Gepeto, o carpinteiro, vê uma estrela cadente, ele deseja que seu boneco recém-construído, Pinóquio, se torne um menino de verdade. Naquela noite, o desejo de Gepeto se concretiza, dando início a uma série de aventuras.”

Se essa fosse realmente a essência do filme, talvez justificasse o valor do ingresso. No entanto, que propaganda enganosa! Sinto-me repetitivo ao dizer isso… Mas será que realmente era necessário mais uma produção sobre nosso querido boneco de madeira? Em 2022, já tivemos duas adaptações: uma da Disney e outra da Netflix. Pessoalmente, ainda não assisti essas versões; entretanto, após este novo longa-metragem, o que permanece em minha memória são a animação clássica de 1940 e o filme de 1996, ambos muito queridos por mim.

Não estou afirmando que esses filmes sejam as únicas verdades absolutas. Contudo, entre eles e uma obra que parece indefinida… Bem, acredito que minha escolha já esteja clara.

Nesta nova versão, o grilo falante foi substituído por três baratas geradas por CGI. A sensação ruim ao vê-las é inevitável. Foi como ser transportado diretamente para a infeliz adaptação de Cats (Universal Pictures, 2019). É algo desconcertante; você tenta entrar na proposta do filme, mas ele mesmo não colabora.

A trama carece de sentido e emoção; tudo parece acontecer apenas para seguir um roteirinho pré-estabelecido. Gepeto precisa ter um desejo; qual seria? Ele lembra que sua esposa e ele sempre quiseram ter um filho. Pronto! Temos um desejo. E agora? Ah sim! Ele deve fazer um boneco de madeira porque a mágica surge em um pedaço desse material. Tudo bem até aqui; mas e depois?

E assim as coisas vão se desenrolando. Pode-se argumentar que este é um filme voltado para o público infantil. Porém, no ano passado tivemos A Casa Mágica da Gabby: O Filme (2025), que foi super divertido e trouxe uma mensagem coerente. Usar essa nova versão de Pinóquio como justificativa para ser “infantil” é desrespeitoso. Além disso, em determinado momento ele utiliza jargões da internet para continuar com uma narrativa sem conexão alguma e ainda se transforma em um musical sem aviso prévio.

Confesso que demoramos a iniciar nossa lista dos “filmes que decepcionam” deste ano; mas abril chegou trazendo dois exemplos logo de cara. Se você perdeu o outro título da lista, confira aqui.

Então amigos… Queria poder dizer que pelo menos me diverti ao final do filme. Porém, sinceramente, o único ponto positivo foi ter assistido em uma cabine virtual de imprensa. Assim eu podia pausar para tomar água ou surtar em particular antes de retomar à tortura… Quero dizer, à sessão.

Aguardo vocês no nosso próximo encontro! Se decidir assistir ao filme, venha conversar comigo depois. Mas lembrem-se: abril reserva filmes muito melhores nos cinemas! Fiquem atentos com a gente para não perder as boas opções e evitar os fracassos (risos). Um forte abraço a todos vocês!

O post Pinóquio: a arte de desconstruir um clássico apareceu primeiro em Agora RS.

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