A cidade de Porto Alegre lançou um processo de concorrência pública com o objetivo de modernizar três casas de bombas localizadas na área central. Esta fase ocorre antes da formalização do contrato e do início das obras. As propostas das empresas interessadas serão divulgadas nesta quarta-feira (27), conforme anunciado no Diário Oficial da cidade.
A licitação abrange as estações de bombeamento Ebaps 1, 3 e 4, que atendem regiões próximas à Rodoviária, ao bairro São Geraldo e ao 4º Distrito. O investimento estimado para essa iniciativa é de até R$ 44,1 milhões.
Essas intervenções visam atenuar as vulnerabilidades do sistema de drenagem, especialmente após a cheia histórica registrada em 2024. O edital contempla reformas nas estruturas existentes, substituição de algumas bombas verticais por modelos submersíveis, elevação dos painéis de comando e instalação permanente de geradores elétricos.
Vicente Perrone, diretor-presidente do Dmae, enfatizou a importância dessas estruturas para o funcionamento da cidade em situações críticas. Ele destacou que o investimento busca fortalecer o sistema em momentos de maior demanda.
Um total de 18 casas de bombas que foram impactadas pela enchente de 2024 passarão por melhorias para aumentar sua resiliência. Para isso, o Dmae organizou as unidades em cinco lotes distintos para facilitar a execução das intervenções.
Até o momento, dois lotes já foram licitados. O primeiro abrange as Ebaps 5, localizada no Humaitá; 6, no Anchieta; 8, na Vila Farrapos; e 10, no Sarandi. O segundo lote inclui as Ebaps 12, no Menino Deus; 17 e 18, no Centro Histórico; e 20, também no Sarandi.
Antes do início das obras civis, as empresas selecionadas devem apresentar projetos detalhados com a assessoria técnica e supervisão do Dmae. Atualmente, o primeiro lote está nessa fase preliminar, enquanto o segundo deverá iniciar esse processo nas próximas semanas.
O Dmae planeja realizar trabalhos simultâneos nas diferentes unidades. Para a modernização das Ebaps 1, 3 e 4, aproximadamente 75% do valor foi aprovado pelo Funrigs, um fundo administrado pelo governo estadual. O restante será financiado pelo Dmae com recursos próprios.
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